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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dá prá melhorar ou faço plástica?: A tabela do jeitinho.

Contribuição de meu amigo Dr. José Ricardo.

Dá prá melhorar ou faço plástica?: A tabela do jeitinho.: "Não entendo porque certas pessoas ainda teimam em achar que cirurgia plástica é uma atividade tão simples como ir a um cabeleireiro. Fico im..."

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Utilidade pública : ajuda na escolha de nomes

Segue link extremamente útil para ajudar a escolha de nomes para crianças.

http://www.morroida.com.br/nome-de-pobre/

Medicina cucaracha

O texto abaixo foi extraído do facebook em uma comunidade para resgatar a dignidade médica em que participo . Parece que neste domingo haverá uma reportagem sobre estudantes brasileiros que vão estudar medicina nos nossos vizinhos sulamericanos que possuem grades curriculares duvidosas.

Veremos.


Particularmente tenho grande ressalva a isto , pois já trabalhei com diversos médicos do Paraguai , Bolívia e Peru e pude constatar que a capacidade científica e técnica dos mesmos é em geral sofrível . No Rio de Janeiro , como não conseguem empregos , aventuram-se pelas cidades satélites em subempregos e arriscando a vida de muitas pessoas .

Fica abaixo o relato de um colega do Nordeste.



Extraído de comentário do colega Alysson Bruno

"Olha um comentário de um colega do Piauí : Tenho dois conhecidos que estão na Bolívia desde março, são formados em enfermagem e ao chegar na instituição chamada UNIBOL, tiveram toda a grade curricular de enfermagem aprovada e já em janeiro ......agora vão começar o internato médico!!! Hor...a tenha paciência, são curriculos completamente distintos e por ai vc tira o conceito de uma instituição dessas que forma um médico em pouco mais de 01 anos, e tem mais: Eles me dizem que 80% dos alunos são brasileiros e que mais da metade são Ligados ao MST, CUT e PT e tem seus cursos e despesas finaciadas pelo governo! TIREM SUAS CONCLUSÕES!!!!!!E para acrescentar, em uma pequena cidade do Maranhão com pouco mais de 30.000 hab, só nesse momento, existem mais de 50 pessoas fazendo o curso de medicina na Bolívia que tem a mensalidade de U$ 125,00 e boa parte do curso de Anatomia é dado em slides! Ë revoltante!!!!"

Para quem ainda duvida da verdade sobre a nossa "política de estado".

sábado, 28 de maio de 2011

A PRESIDENTA FOI ESTUDANTA???



Achei o exemplo fantástico.
A presidenta foi estudanta?
Uma belíssima aula de português. Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.
Será que está certo? Acho interessante para acabar com a polêmica de "Presidente ou Presidenta".
Repassando, gostei da aula,
A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA? Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação..

terça-feira, 24 de maio de 2011

um bom artigo do bom doutor

   Segue abaixo um artigo interessante do Dr. Dráuzio Varella  bem atual em relação à exploração sofrida pelos médicos . Já passou da hora de reavermos nossa dignidade. Poder atender poucos pacientes por dia , todavia com extrema qualidade . Tempo para estudarmos , atualizarmos , curtir a família e ter férias . Ao final do texto , em negrito e grifado foi para realçar esta frase que deveria ser a premissa dos pacientes , antes de abandonar o médico que não tem seu plano de saúde.

Médicos versus planos de saúde


 
Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20.
Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.
Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.
Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!
Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.
Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente"; "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; "Minha consulta durou cinco minutos".
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.
O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata - graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.
A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.
Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende".
O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cidade Má...ravilhosa?



Recebi a visita de meu irmão de SP para passar o dia a resolver assuntos no Rio de Janeiro. O combinado foi de que ele chegaria no aeroporto Santos Dumont (centro da cidade ) às  8:45.
 
Exata 1 hora antes desse horário saí de minha casa na Barra e segui via orla (com alterações ao fluxo para melhorar o trânsito justo nesse sentido do centro). Às dez para as nove meu irmão me liga dizendo que já estava a postos no terminal de desembarque. Qual não foi meu cosntrangimento em receber tal ligação ainda no Vidigal.
Retornando para a Barra conversamos sobre as cidades e suas peculiaridades , até que passei por um ônibus e lhe disse que era o metrô de superfície, ao que ele me respondeu:
-Lamento , Jr , mas você está equivocado. Aquilo é um ônibus. Metrô de superfície é um tipo de trem , portanto anda sobre trilhos , que ao invés de passar no subterrâneo da cidade , passa em elevados.
-João Marcus , aqui no Rio , isso é o chamado metrô de superfície.
-Não , não pode ser . Como diabos o metrô também fica preso no trânsito ao nosso lado? Como é que o metrô pode furar pneu ? Não acredito , isso é muito estúpido.
-Peculiaridades da cidade.

Expliquei-lhe que em algum momento no Rio houve um chamado plano-piloto em que se pretendia não repetir em Ipanema e Leblon o mesmo erro (de construir prédios elevados à beira mar) de Copacabana. 

Falhou .
Expliquei-lhe que houve a intenção de não repetir o mesmo erro de Copacabana , Ipanema, Leblon e São Conrado na Barra da Tijuca.
Falhou.
Atualmente não há prédios altos na orla do Recreio e Macumba , mas que crescem o olho na Prainha e Grumari , isso fazem . Até quando resistirão , sinceramente não sei .Tenho cá minhas esperanças de que agora a cidade engrene.
Meu irmão ainda espantou-se em ver que havia guardas de trânsito justamente onde havia sinais . Pude explicar-lhe de que mesmo tais semáforos não são de todo respeitados e esses guardas também servem para proteger os cruzamentos , de outra forma constantemente ficariam bloqueados.
João Marcus me disse que o trânsito em SP é sim caótico , entretanto pode-se desviar de grandes vias por ruas internas e assim fugir dos clássicos congestionamentos. No rio isso não é tão simples pela própria geografia da cidade , com vários morros .
Aliás a geografia da cidade , responsável por sua beleza única também é a responsável por suas mazelas . Por muito tempo a ocupação de morros , mesmo nas zonas nobres foi ignorada e assim temos Bairros caríssimos como Gávea , Leblon e São Conrado , circundados por favelas gigantescas como Rocinha e Vidigal. Aqui faço uma ressalva: ainda que a massiva maioria dos moradores da favela sejam de pessoas honestas e dignas , infelizmente a própria estrutura de casas e barracos justapostos e com o mínimo de infraestrutura , prejudicam imensamente a persença do estado suprindo com saneamento básico tais moradores . Fora o fato inconteste de que a bandidagem também se favorece e oprime tal população ao utilizá-la como escudo em suas táticas de guerrilha. Já passou da hora de se reestruturar a cidade e as favelas da cidade de forma humana e racional. Não como celeiro de votos somente.
No final de tarde retornamos ao aeroporto . Deixei-o no embraque às 17:40 e cheguei em casa 19:30. Quando liguei para ele já estava quase chegando no Guarujá enquanto o tempo todo estava no “lenga-lenga “ das ruas cariocas.
O resumo de 2 vezes o trajeto Barra-Santos Dumont numa terça-feira chuvosa foi de praticamente 6 horas no trânsito! Definitivamente não consigo imaginar viver no Rio sem minha moto!

Cânion do Itaimbezinho




Taí uma das maravilhas das serras gaúchas .

Situado num parque distante cerca de 160km de Gramado , o Cânion conta com estruturas belíssimas de arquitetura da natureza amplamente revestida pela Mata Atlântica . Um verdadeiro deleite aos amantes da natureza.
O translado é cansativo porque 1/3 do mesmo ocorre em estrada de terra com condições precárias .
Já o parque é bem isolado do público e já algum tempo proibido inclusive o acampamento por lá.
Curiosa é a própria geografia : do topo do Cânion , de ambos os lados da fenda está situado o Rio Grande do Sul . Na base , onde corre o rio , cerca de 700 m de profundidade , Santa Catarina. Ainda não entendo direito como os cartógrafos mapearam isso , pois para mim as divisas são : deste lado e daquele lado .




Exuberantes araucárias no parque , as que restaram ao menos , antes do desmatamento expressivo. Um vento gelado , com várias correntes de ar quente , nas quais flutuavam os urubus sem esforço aparente.
Aos mais motivados existem excursões que vão pelo vale do Cânion , com guias . Necessita clara disposição pois mesmo para mim o frio era inquietante e encarar o rio com aquela temperatura externa tem de estar com grande entusiasmo . Ou aguardar o verão.