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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Transporte Público

   "País rico não é aquele em que os pobres podem comprar carros , mas em que os ricos utilizam transporte público".
   A frase acima rolava pelo facebook há algumas semanas e em minha última viagem pude comprovar a veracidade disso.
   Somos brasileiros . Transporte público para nós em geral se refere a ônibus barulhentos , correndo a velocidades desnecessárias , com roletas apertadas , desconfortáveis em sua maioria , presos no trânsito como todos os outros mortais, fazendo curvas desconcertantes para os mais velhos e gestantes e , por fim , lotados. Poucos conhecemos metrôs , com extremas limitações de percurso. Poucos conhecemos trens urbanos , que costumam ser problemáticos. Os bilhetes comprados são exclusivamente para a viagem em questão ou no máximo para um curto período de tempo .
   Eis o que presenciei na Alemanha:
   Visitei 4 cidades , basicamente com a mesma estrutura de transportes públicos. Existem o ônibus (claro) , o trem urbano , o metrô e o Tram (forçosamente poderíamos traduzir como bonde , todavia , sinceramente , prefiro usar "tram "mesmo)
.
   Tem-se assim 4 diferentes formas de se locomover pela cidade , uma vez que todas elas se interconectam de alguma forma . Assim você está sempre perto de algum tipo de veículo e pode fazer quantas conexões precisar para chegar ao seu destino.

   Os mapas ( a princípio bastante confusos) mostram as estações dos diversos meios pelas cidades .


   Além das facilidades já citadas , ainda estão onipresentes as bicicletas , com a vantagem  de se utilizá-las em qualquer lugar , inclusive dentro dos trens , metrôs e trams.
Paga-se uma passagem a mais pela bike , mas diga você se não vale a pena? Ou ainda você pode utilizar as bicicletas alugadas na rua . Já que mencionei aluguel , vale também para carros , em específico o Smart e Leaf elétricos.
   As estações são todas bem organizadas , inclusive com o horário dos veículos.


   Com tudo isso já dito, ter carro na Alemanha me pareceu um hobbie ou um luxo , apenas para se passear nas magníficas autobahns nos finais de semana.

sábado, 27 de outubro de 2012

Alemanha


   Chegar à Alemanha já é uma experiência curiosa para quem está acostumado com o Brasil e suas brasiliaridades. Já no sobrevôo percebe-se a total inexistência de favelas . Algo muito contrastante quando se chega a qualquer aeroporto brasileiro , em especial no Galeão , onde parece que só existem favelas no Rio.
   Enfim em minha cidade de entrada , Düsseldorf, à beira do Reno. Após pegar as malas foi possível nos dirigirmos a um ônibus comum para a cidade . Detalhe que o ônibus não tem roleta nem corre pelas ruas como se fosse o final do mundo . Passeia tranquilo pela cidade .Além disso há um dispositivo na suspensão do ônibus que o inclina levemente na direção da calçada para facilitar o aporte dos passageiros . Outra diferença marcante é o ruído extremamente baixo do veículo, tanto que se precisa conversar dentro da viatura em voz baixa. Sem mais delongas, pois pretendo retornar ao tema transporte público mais adiante .
   Uma vez instalados , saí para conhecer a redondeza. A maioria dos edifícios é baixa (média e 5 andares) estilo típico , ou se você preferir , ao estilo de Gramado,RS.  Pelas redondezas o constante é o silêncio. Mesmo a vida ativa do meio da semana proporciona relativo silêncio aos meus ouvidos , deveras acostumados aos sons de nossas megalópoles.
   Há mendigos aqui sim , mas pelo que soube ,a tem moradia se quiserem e suas contas básicas pagas pelo estado. Fazem bicos como pedintes , recicladores ou ambulantes com intuito de incrementar um pouco mais sua renda. Sai caro para a população, que em média paga cerca de 40% de impostos, todavia tem retorno evidente , ao menos aos meus olhos.
   Outra curiosidade é que inverso ao Brasil , as coisas aqui costumam ser mais caras às pessoas de terceira idade. Por que? Ora , porque eles tem mais dinheiro , foi a resposta que obtive.
   Bicicletas são onipresentes nesse país . Estão em todos os lugares , presos a cadeados (mesmo assim passam a noite na rua) , entram em bondes (tram ) e trens . Todos as utilizam e geralmente com alforges laterais e a qualquer horário . Vi algumas senhoras (certamente pela faixa dos 70 ) de bicicleta por volta das 21h!
   Invejável também é o cuidado que tem com suas construções antigas . Prédios e igrejas que datam dos séculos XII e XIV em excelentes condições e utilizáveis. As ruas com asfalto tão bem feito que parece ter sido o país inteiro asfaltado cerca de 2 semanas antes de minha visita. Bondes coabitam com ônibus , taxis , carros de passeio e caminhões sem grandes altercações.
   O Rio Reno que corta a cidade , além de importante via de escoamento de produtos , é fonte de turismo também. Aliás , vi um navio carregando o equivalente a umas 10 ou 15 jamantas! 

quarta-feira, 28 de março de 2012

CANCUN

   Cancun é uma cidade mexicana curiosa. Situada na Península de Yucatan , em plena ponta do Golfo do México(oposta à Flórida) ; de origem rochosa , parece ter sido criada exclusivamente para ser um terraço americano , fora dos EUA.
    
    Dolar americano é moeda corrente tanto quanto o Peso Mexicano.
   A organização do café da manhã é típica de breakfast.
   Parece que todos falam inglês . Bom , se não falam , ao menos compreendem. Se bem que agora a população local está muito empenhada em aprender português , devida a invasão tupiniquim. Sorte que têm amplo conhecimento do portunhol e assim nos entendemos.
    Os hotéis  ( ao menos para nós) luxuosíssimos situados na chamada Riviera Maia, ocupam toda a orla e agora se expandem para o derredor da laguna. A maioria destes são 5 diamantes (mais que 5 estrelas), apesar de ainda não conhecer essa designação.  Muitos deles (pelo que pudemos apurar )  nesse sistema ALL INCLUSIVE. Acreditem , eles não estão brincando com isso. Para mim pura novidade , pois os 5 restaurantes do hotel e o frigobar liberados!!! Não importa o horário , você tem opções de comida!


   Como disse  a Mônica é um ilha da fantasia. Sinceramente não conheci o restante do país , mas em Cancun tudo funciona às maravilhas . Desde o aeroporto (que parece maior ) certamente melhor que o Galeão; as ruas retas longas (fáceis de dirigir) e bem asfaltadas , preparadas para receber carros bons. Opções de parques temáticos locais grandes e muito bem equipados e visitação às ruínas Maias. Claro que o centro da cidade já dá os ares de sub desenvolvimento, todavia os preços , se comparados com o Brasil , são muito melhores.
   Para termos uma ideia mais acurada visitamos o Wal-Mart deles e grande como o Extra ou Guanabara , com a qualidade e diversidade do Pão de Açúcar , com preços mais competitivos que aqui. Por que tudo no Brasil tem de ser tão caro?
   

quinta-feira, 22 de março de 2012

Enfim Férias

 

 Ás vezes não é tão simples tirar férias . Além do óbvio de sincronizar as férias com as da esposa , ainda é necessário fechar com antecedência as agendas diversas e prestar atenção especial no caso e sobreavisos.
   Isso feito partimos para o Aeroporto do Galeão para aguardar o vôo que saiu 2:00 da manhã. Horário doido , com muita fila como de praxe.
   Primeira vez pela Copa Airlines foi mais ou menos. Conseguimos por sorte cadeira no corredor (indispensável para mim , pois minhas pernas não cabem no local esperado) . Por que essas  cadeiras de avião tem de ser tão apertadas tanto dos lados quanto para as pernas? Por que essas cadeiras de avião não podem reclinar , ao menos como as de ônibus? Problemas clássicos da classe econômica e não dormi mais que 1/2 h todo o percurso.
    Mais : minha neurose em não desenvolver trombose venosa profunda  obrigou-me a colocar-me de pé a cada 45 min  num vôo de 6h!!!

   A chegada  ao Panamá é no mínimo desanimadora. Desanima porque o aeroporto deles é muito maior que todos os que conheço do Brasil e muito superior em qualidade. Tem um  tráfego aéreo absurdo e tudo funciona. Para finalizar , ainda há cassinos  e lojas com preços muito mais em conta que na minha terra de origem .  E somos o país da Copa. Para mim , nossos dirigentes acreditam piamente no fim do mundo para esse ano , pois acho difícil de dar certo essa ideia.

   Chegada em Cancun também impressiona pela qualidade do aeroporto , porém senti-me em casa ao passar pela imigração. Fila colossal de vários vôos  e pessoal insuficiente. Mesmo com nosso visto OK desde o Brasil , ainda enfrentamos 1,5h de fila .
    Depois disso estávamos oficialmente na terra de Ligeirinho , Toro , Chavo del Ocho e etc.



    


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Falta do plano piloto



    Cabe ver e comparar esses vídeos com a situação atual.
   Cabe ver como foram degradados os bairros da cidade e como faz falta um plano piloto.
   Como enormes arranha-céus escondem a beleza natural da cidade.

domingo, 13 de novembro de 2011

Trafegando de bicicleta elétrica

Abaixo coloco um texto das experiências em bicicleta elétrica de meu pai. Reforço e corroboro a crítica feita  às prefeituras que tentam desesperadamente aumentar suas receitas às custas de multas absurdas por radares automáticos ao longo das cidades. Certamente não é dessa forma que realmente promoveremos educação no trânsito, no máximo aumentaremos a verba para desvio
Trafegando  há semanas,  exclusivamente numa electric bike, cumpro dever de ofício reportar as idas-e-vindas de tal mister.

Frases de admiração (ou surpresa) registradas :
1 - Essa p*##@! é uma moto!  Não pode andar aqui nessa ciclovia!
2 - Tira essa m&#7@ da minha frente que eu quero passar p*##@!
3 -  Acelera tio!  Essa  p*##@!  não foi feita pra andar no meio da pista...
4 - Breve relato (close encounter of the third kind) na ciclovia da Av Portuária  com uma alienígena (após buzinar para chamar a atenção da ET):      Ciclista alienígena (ET): - Ô meu!  P*##@!  Esse troço não pode andar aqui. Essa m&#7@ é u´a moto... nem pedalar, pedala...      ES: - ô Dona Maria isso aqui é  só uma bike. Veja:  agora só no pedal... / -  Moto não tem pedal...     Ciclista alienígena (ET): - FDP,  p*##@! , V#@&%, C*#n*!....
5 - De um PM: Cadê a placa da mota?    ( ES - seu guarda,  isso aqui é uma bike e vai só no pedal se quiser...)
6 - Motocicista: E aí tio, como é na balsa? ( ES: - Tô pagando, igual moto: 4,40).       Motociclista: É m$#&@ só!  Esses p*##@! do governo são todos uns FDP, daqui a pouco vão botá (sic) IPVA, emplacamento e outras m&#7@s! du gêneru (sic)..
Remarks:
I - O veículo de duas rodas,  movido a energia elétrica, silencioso, não-poluente foi re-nomeado "p*##@!" pelo clamor popular;
II - Na rua: não pode!, Na ciclovia: não pode!; . Na calçada: não pode!  > só restou o meio-fio (fio lembra filho, daí apropos fiquei meio-FDP com essa situação... ,meio fio sempre "quebra" nas entradas de garagens);
III - O trânsito é feroz. Ninguém refresca ninguém.  Em francês meia-boca: Arrgh! une vrai fudevú de cassarolê! Arrgh!;
IV - Os piores usuários - believe it or not - são os ciclistas. Trafegam na contramão. Não respeitam semáforos, calçadas, carros, motos; nem o diabo sob a forma de pedestre. Arrgh!...;
V - Acompanho essa tendência - feliz p.c. - ao passar todo e qualquer semáforo exatamente no "vermelho", barreiras policiais e câmaras de monitoramento (tal catarse  tem valorizado esses "momentos lindos" - Emoções/RC"). Procuro apenas livrar o(s) rabo(s) meu e dos pedestres. Afinal, gosto de dormir com a certeza de que fiz algo de bom para o meu semelhante no dia ou noite que antecede o sono...);
VI -  Se tivesse um terceiro braço ainda faria - prazerosamente - aquele sinal clássico, ao passar por cada pardal, câmara.  "Armação"  trés diaboliques para faturar c/ as multas impostas: Da arrecadação com multas, 20 % vão  para a empresa que instala e administra o sistema (ganho de produtividade), os outros 80% para despesas/folha de pgto dos ciretrans municipais...). Savvy? 
Este relatório é baseado apenas em fatos atualmente disponíveis ao subscritor e é submetido, sem prejuízo do direito de quem possa interessar. O direito de alterar e / ou complementar  caso surjam novos fatos é reservado.